domingo, 22 de junho de 2008

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1994


Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1994- 10 jogos
- 06 vitórias
- 04 empates
- 00 derrotas
- 13 gols pró
- 06 gols contra


goleadores:
- Nildo: 5
- Carlinhos: 3
- Gilson: 2
- Fabinho : 2
- Agnaldo: 1






Final - Grêmio 1 x 0 Ceará















 






Grêmio 1 x 0  Ceará

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel (Wallace); Fabinho e Nildo (Carlinhos)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CEARÁ: Chico, Ronaldo, Aírton, Vitor Hugo e Claudenésio; Mastrillo, Ivanildo e Elói; Catatau, Jerônimo e Sérgio Alves
Técnico: Dimas Filgueiras

Final - jogo de volta
Data: 10/8/1994, Quarta-feira, 18h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 49.263;
Renda:
R$ 259.736,00
Árbitro: Oscar Roberto de Godói (SP)
Cartões Amarelos: Carlos Miguel e Agnaldo (G); Chico, Ronaldo, Aírton, Mastrillo, Vitor Hugo, Catatau e Ivanildo (C)
Cartões Vermelhos: Sérgio Alves e Vitor Hugo (C)

Gol: Nildo (G), 3 minutos (1º tempo).

Final - Ceará 0 x 0 Grêmio



Num 7 de agosto, Ceará e Grêmio disputaram o primeiro jogo da final da Copa do Brasil 1994 em Fortaleza. Felipão tomou todos os cuidados para não repetir o erros cometidos por Palmeiras e Inter, que foram surpreendidos pelo Vozão.

O técnico gremista não poderia contar com o lateral Ayupe, tendo que improvisar André Vieira no setor. Já o falante técnico Dimas Filgueiras teve os desfalques do goleiro Chico e do lateral-esquerdo Claudenésio. O Grêmio estava invicto na competição e o Ceará não havia sofrido nenhum gol jogando em casa. E assim as coisas permaneceram depois dos primeiros 90 minutos disputados em um Castelão hiperlotado.



"O time comandado por Dimas Filgueiras que contava, dentre outros, com os cearenses Ivanoé, Ronaldo Salviano, Airton, Claudemésio, Ivanildo e Jaime, desperdiçou a chance do título no jogo de ida contra o Grêmio, ao perder inúmeras chances de gol. Na ocasião, o Castelão recebeu um público pagante oficial de 53.915. Entretanto, duas horas antes do jogo, em comum acordo, a Federação Cearense de Futebol (FCF) e a Polícia Militar (PM), ´para evitar uma catástrofe´, mandou abrir os portões, já que não tinha como dar vazão à entrada dos torcedores e, assim, milhares entraram sem pagar. Vale lembrar que o Castelão, com sua capacidade anterior, estava completamente repleto." (Diário do Nordeste, 09/08/2009)




"Assim, o que se viu ao longo dos 90 minutos foi um jogo disputado no meio-campo, com raros lances de área. O goleiro Danrlei praticamente não foi exigido. Já o goleiro Ivanoé trabalhou um pouco, evidenciando a maior potencialidade do Grêmio. Aos 29 minutos, por exemplo, Pingo ficou livre para marcar, mas Ivanoé saiu rápido e defendeu" (Correio do Povo - 8 de agosto de 1994)


"Para Luís Felipe era importante que o Grêmio tivesse feito um gol, o que deixaria o time mais tranquilo para a decisão. "Nós sabemos que o Ceará é perigoso fora de casa. Por isso pedi mais ousadia no segundo tempo. O time teve algumas chances, mas o gol não veio. De qualquer modo o resultado foi bom e justo. O resultado de 0 a 0 diz o que foi o jogo", admitiu o treinador, que espera o apoio da torcida no Olímpico" (Correio do Povo - 8 de agosto de 1994)



"No intervalo, irritado, Luiz Felipe não mudou o time, mas exigiu mais ousadia do meio e ataque. "Não podemos ter medo deles", justificou. A intenção era conter as saídas de jogo adversárias e fazer pelo menos um gol, que quase ocorreu aos quatro minutos. Agnaldo desperdiçou excelente oportunidade." (Zero Hora - 8 de agosto de 1994)


"O centroavante Nildo, que conseguiu estar bem colocado em alguns lances de ataque, considerou boa a atuação do ataque. "Nós fomos sempre superiores a eles, é uma questão de esperar a quarta-feira, o título será nosso", garantiu." (Zero Hora - 8 de agosto de 1994)


"O presidente Fábio Koff ficou irritado com a renda apresentada no borderô do Estádio Castelão. "É uma agressão virem nos dizer que só havia 53 mil pessoas em um estádio com capacidade de 120 mil lugares"; reclamou. "A renda do Olímpico vai definida amanhã (hoje)", ironizou. A Associação dos Cronistas Esportivos do Ceará (ACEC) entrará com um pedido na Justiça para que seja feita a recontagem dos ingressos do jogo de ontem." (Zero Hora - 8 de agosto de 1994)

"A torcida fez a sua parte: Compareceu em grande número, animou a festa com ôla mexicana e vibrou, o quanto pôde. Em campo, o Ceará não correspondeu, mostrando um futebol medroso e esperando as investidas do Grêmio. A tática alvinegra era não sofrer gols e o objetivo foi alcançado, repetindo as atuações contra Palmeiras e Linhares, quanto também empatou em 0x0, frustrando o torcedor que queria ver futebol. (Jornal O Povo - Marconi Alves - - 8 de agosto de 1994)









 Fontes: Correio do Povo, Diário do Nordeste, Folha de São Paulo, Globo Esporte, O Povo e Zero Hora


Ceará 0x0 Grêmio

CEARÁ: Ivanoé; Ronaldo, Aírton, Vitor Hugo e Ivanildo; Mastrillo, Zé Ricardo (Claudemir) e Elói (Cafu); Catatau, Jerônimo e Sérgio Alves
Técnico: Dimas Filgueiras

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel; Fabinho e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Final - jogo de ida - Copa do Brasil 1994
Data: 7/8/1994, domingo, 17:00
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza
Público: 53.915 pagantes
Renda: R$ 139.789,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva-GO
Auxiliares: Marques Dias da Fonseca-GO e Vanderlei Maia da Silva-GO
Cartões Amarelos: Jamir




1ºtempo





2º tempo



Semifinal - Grêmio 2 x 1 Vasco

 
 

"O Vasco até que começou bem a partida. Seus laterais subiam ao ataque e o Grêmio (que tradicionalmente joga melhor fora do que em casa) parecia sentir o peso da responsabilidade. Logo aos 10m. a impressão que desta vez o líbero de Lazaroni (que ontem foi Jorge Luis) encontraria sua redenção. França foi derrubado na área e o juiz Márco Resende de Freitas marcou.
Só que William, com o goleiro gaúcho já caído no canto direito, chutou displicentemente para fora, no canto esquerdo. A partir daí, o Grêmio ganhou moral e começou a forçar mais" (Jornal do Brasil, 4 de agosto de 1994)




Colocado à frente da área do Grêmio, um centroavante grandalhão, algo desajeitado, vestindo a camisa do Vasco da Gama, escorava bolas para Willian e Yan. A cena repetiu-se com frequência no Olímpico, na noite de 3 de agosto de 1994.

– O centroavante era o Jardel e nos incomodou muito durante todo o jogo – sorri Roger Machado.

O atual auxiliar técnico de Renato Portaluppi tinha então 18 anos e ainda engatinhava entre os profissionais do Grêmio. A preocupação aumentou quando Jardel sofreu pênalti.

– Por sorte, Willian desperdiçou. Quando Jardel saiu do jogo, tivemos um refresco – diz Roger.
(Zero Hora - 27 de outubro de 2013)


"O Grêmio, apesar de pior estruturado, também conseguia atacar. E foi assim, num lance confuso em que quatro gremistas invadiram a área após cruzamento de Fabinho que o centroavante Nildo fez 1 a 0. "Estamos ganhanhdo, mas a posse de bola está com eles", admitiu o técnico Luiz Felipe ao final do primeiro tempo " (Zero Hora - 04 de agosto de 1994)


"No segundo tempo, Luís Felipe acertou a marcação, mas o Vasco continuou perigoso. Émerson entrou e melhorou o time. Aos 27, ele cruzou para Nildo completar: 2 a 0. A torcida festejou gritando "bicampeão". Aos 45, o Vasco fez 2 a 1 com Pimentel, Mas era tarde para evitar a festa gremista." (Correio do Povo - 04 de agosto de 1994)



Grêmio 2 x 1 Vasco

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Leônidas (Emerson) e Carlos Miguel; Fabinho e Nildo (Carlinhos)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VASCO: Carlos Germano; Ricardo Rocha, Jorge Luiz e Alexandre Torres; Pimentel, Leandro Ávila, França, William, Yan (Gian) e Cássio; Jardel (Hernande)
Técnico: Sebastião Lazaroni
 
Semifinal - jogo de volta
Data: 3/8/1994, Quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 34.420 (29.693 pagantes)
Renda: R$ 148.625,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Marco Antônio da Cunha e Marco Antônio Martins
Gols: Nildo, aos 21 minutos do1° tempo; Nildo, aos  27 minutos e Pimentel aos 45 minutos do 2° tempo